Parece que esta é a minha sina, quando desço da montanha-russa dos meus sentimentos, acontece algum vendaval que me joga para dentro daquele carro de segurança mais uma vez. Nunca consigo permanecer por muito tempo livre das confusões e indecisões do meu e de outros corações.
Logo após garantir pra mim mesma que estou conseguindo superar, que estou bem, tocando minha vida e seguindo em frente, o meu passado bate a porta para me lembrar que ele ainda está vivo e morando a poucos passos da entrada do meu coração, para não dizer na própria porta dele.
Quando o passado em pessoa não pode vir pra cumprir esta função, ele manda as suas fiéis ajudantes: minhas lembranças. Essas danadas se escondem por todos os lados, mas principalmente nas minhas músicas preferidas, nos horários que eu vejo, nos perfumes que eu sinto e nos lugares que eu vou.
Não tem erro, é eu colocar minha playlist pra tocar que elas surgem, eu me distrair e alguém passa com aquele perfume, eu desejar saber a hora e pronto, lá estão minhas melhores lembranças. Claro, sempre prontas pra cavocar a ferida quase cicatrizada e trazer tudo à tona novamente.
Tenho o grande receio de que esse looping se torne eterno, fazendo assim com que eu nunca saia deste parque cheio de lembranças, cheiros, músicas, montanhas-russas e machucados sempre abertos.
Ontem cai nesse círculo vicioso novamente, não sei se quero sair ou se desejo ficar. Apenas almejo que se for pra continuar, que todas as partes façam valer a pena, mas se eu tiver que cair fora, que desta vez seja a última e definitiva.