sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Me and I.

Uma era eu, outra era ela.
Uma sonhava, outra realizava.
Uma tinha olhos verdes, outra também.
Uma estudava, outra já era formada.
Uma seguia o coração, outra a razão.
Uma era bicha, outra mais ainda.
Uma queria se permitir, outra queria se proteger.
Uma era assumida, outra preferia Nárnia.
Uma estava errada, outra estava certa.
Uma se apaixonou, outra se permitiu gostar.
Uma ficou póft, outra ficou caidinha.
Uma pediu em namoro, outra aceitou.
Uma estava no céu, outra decidiu voltar a terra.
Uma passou a temer terças-feiras, outra não pareceu se importar.
Uma precisava de ajuda, outra prometeu ajudar.
Uma pediu ajuda, outra não cumpriu a promessa.
Uma sofreu, outra sumiu.
Uma ainda não entende os motivos, outra diz querer estar sozinha.
Uma quis muito que desse certo, outra disse nunca mais.
Uma tenta superar, outra já superou.
Uma escreve para desabafar, outra não sofre.
Uma teve o coração partido, outra já namora novamente.
Uma tenta se manter inteira a cada dia, outra nunca perdeu um pedaço.
Uma sou eu, outra é ela.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Falling Down

Qual a sensação quando tudo parece desmoronar ao mesmo tempo? Como lidar quando estamos sem chão, sem suporte, sem apoio? Onde estão as minhas certezas? Quem as tirou de mim? Só tenho uma certeza, mas infelizmente ela não anula as minhas tantas outras dúvidas...

Minha única certeza, além de não acalmar as minhas incertezas, ainda revela-se cruel, destruidora e, para a minha maior aflição, já prevista. Eu me sinto uma idiota por não ter visto este cenário como ele realmente é, pois estava escrito desde o início como seria o final.

Fui pretensiosa demais por pensar que poderia lidar com os desejos contrários dela. Fui arrogante de acreditar que eu poderia anular a vontade dela de estar sozinha e fazê-la pensar que estar na minha companhia seria o lugar certo pra ela.

Me odeio por ter me permitido gostar tanto de alguém que sempre deixou claro que não queria estar com ninguém. Acredito que, apesar de ambas terem se envolvido, ainda foi um erro meu pensar que seria capaz de fazê-la gostar de mim o suficiente para querer estar com comigo, abrindo mão da solidão esperada dela.

Sempre estive mais envolvida, mais empolgada e mais apaixonada que ela. Não a culpo por isso, afinal não somos donos dos nossos sentimentos. Na realidade, eu me culpo por ter ouvido meu coração (trampheart) ao invés do meu cérebro. Meu coração me dizia que eu seria capaz de fazer dar certo, mas enquanto isso meu cérebro gritava desesperadamente "ela quer estar sozinha, não vai ser tu, pirralha idiota, que vai mudar isso, vai acabar mal", quem disse que eu escutei ele? No fundo eu já esperava que ela fosse em busca da solidão e me deixasse.

Me sinto mal por não odiá-la, culpá-la ou sentir vontade de mandá-la a merda, seria tão mais fácil, tão menos decepcionante e tão menos doloroso. O grande problema é que sei que não posso fazer isso, apesar de tudo o que aconteceu, eu ainda estou completamente poft por ela, e o pior, sei que ela também está por mim.