Uma hora ela chega, não montada em um cavalo branco nem nada disso. Chega assim, sem pressa, sem pretensões, sem expectativas. Como quem não quer nada, vai ficando, me ganhando.
Vem um dia, o papo é bom, o olhar é sincero. Aparece em outro, saímos para comer, conversar. No próximo é dia de passar a tarde no parque tomando chimarrão e falando sobre a vida. Assim, diferentemente de todas as outras, ela vai ficando.
Quando ela vem, traz paz, harmonia, segurança. Ela traz junto na bagagem tudo que eu precisava, mesmo sem saber que era ela, mesmo sem imaginar que ela ficaria. Apesar de não ser o plano inicial, ela vem vindo, vem ficando e como quem não quer ir, ela fica.
Com a sinceridade que apenas esperamos das crianças, ela elogia, ela agrada, ela protege e ela cuida. Ela é tudo que eu procurava sem saber que estava procurando. Ela é quem eu quis que ficasse, quando quis que todas as outras partissem.
Com o mesmo medo que senti da outra vez, eu me despeço após nossos encontros. Receosa que ela vá e nunca mais volte. Ansiosa pelo dia que ela venha e nunca mais tenha que partir. Nela eu reconheci aos poucos tudo aquilo que me agrada e me faz querer que ela fique.
Uma hora ela chega, ou não.
As Mesmas Horas
Só um local pra desabafar e poder pensar em voz alta!
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Chave de Tudo
Hoje me perguntaram como eu sabia que era ela. E sabe o que é pior? Eu não soube responder. É horrível tu não saber responder uma pergunta desse tipo, ainda mais quando, após tu não ter uma resposta, te dizem que é exatamente essa a "chave de tudo".
A questão mais básica desse problema é: quais são estas características que ela tinha que me faziam acreditar que era ela?
Segundo esta teoria da "chave de tudo", quando eu responder esta pergunta, vou saber o que procurar nas pessoas. Já que devem existir outras tantas pessoas no mundo que possuam estas qualidades e defeitos que eu via nela que faziam ela perfeita, ou seja, é isso que eu quero na "mulher da minha vida". Esta mesma que eu ainda não encontrei, pois ainda não sei o que estou procurando.
Isso tudo parece muito louco, né? Deve ser porque realmente é muito louco. Daí vem uma loucura mais ainda, esta teoria toda fez muito sentido para mim hoje.
Então assim, se existe alguma resolução que eu quero mesmo seguir em 2014, é descobrir e desvendar este mistério que está por trás da "chave de tudo". Nunca fui muito de fazer essas metas para ano novo, mas pensando bem, neste caso nem é somente para ano novo, está mais para meta de vida nova.
So, let's give it a shot.
A questão mais básica desse problema é: quais são estas características que ela tinha que me faziam acreditar que era ela?
Segundo esta teoria da "chave de tudo", quando eu responder esta pergunta, vou saber o que procurar nas pessoas. Já que devem existir outras tantas pessoas no mundo que possuam estas qualidades e defeitos que eu via nela que faziam ela perfeita, ou seja, é isso que eu quero na "mulher da minha vida". Esta mesma que eu ainda não encontrei, pois ainda não sei o que estou procurando.
Isso tudo parece muito louco, né? Deve ser porque realmente é muito louco. Daí vem uma loucura mais ainda, esta teoria toda fez muito sentido para mim hoje.
Então assim, se existe alguma resolução que eu quero mesmo seguir em 2014, é descobrir e desvendar este mistério que está por trás da "chave de tudo". Nunca fui muito de fazer essas metas para ano novo, mas pensando bem, neste caso nem é somente para ano novo, está mais para meta de vida nova.
So, let's give it a shot.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Me and I.
Uma era eu, outra era ela.
Uma sonhava, outra realizava.
Uma tinha olhos verdes, outra também.
Uma estudava, outra já era formada.
Uma seguia o coração, outra a razão.
Uma era bicha, outra mais ainda.
Uma queria se permitir, outra queria se proteger.
Uma era assumida, outra preferia Nárnia.
Uma estava errada, outra estava certa.
Uma se apaixonou, outra se permitiu gostar.
Uma ficou póft, outra ficou caidinha.
Uma pediu em namoro, outra aceitou.
Uma estava no céu, outra decidiu voltar a terra.
Uma passou a temer terças-feiras, outra não pareceu se importar.
Uma precisava de ajuda, outra prometeu ajudar.
Uma pediu ajuda, outra não cumpriu a promessa.
Uma sofreu, outra sumiu.
Uma ainda não entende os motivos, outra diz querer estar sozinha.
Uma quis muito que desse certo, outra disse nunca mais.
Uma tenta superar, outra já superou.
Uma escreve para desabafar, outra não sofre.
Uma teve o coração partido, outra já namora novamente.
Uma tenta se manter inteira a cada dia, outra nunca perdeu um pedaço.
Uma sou eu, outra é ela.
Uma sonhava, outra realizava.
Uma tinha olhos verdes, outra também.
Uma estudava, outra já era formada.
Uma seguia o coração, outra a razão.
Uma era bicha, outra mais ainda.
Uma queria se permitir, outra queria se proteger.
Uma era assumida, outra preferia Nárnia.
Uma estava errada, outra estava certa.
Uma se apaixonou, outra se permitiu gostar.
Uma ficou póft, outra ficou caidinha.
Uma pediu em namoro, outra aceitou.
Uma estava no céu, outra decidiu voltar a terra.
Uma passou a temer terças-feiras, outra não pareceu se importar.
Uma precisava de ajuda, outra prometeu ajudar.
Uma pediu ajuda, outra não cumpriu a promessa.
Uma sofreu, outra sumiu.
Uma ainda não entende os motivos, outra diz querer estar sozinha.
Uma quis muito que desse certo, outra disse nunca mais.
Uma tenta superar, outra já superou.
Uma escreve para desabafar, outra não sofre.
Uma teve o coração partido, outra já namora novamente.
Uma tenta se manter inteira a cada dia, outra nunca perdeu um pedaço.
Uma sou eu, outra é ela.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Falling Down
Qual a sensação quando tudo parece desmoronar ao mesmo tempo? Como lidar quando estamos sem chão, sem suporte, sem apoio? Onde estão as minhas certezas? Quem as tirou de mim? Só tenho uma certeza, mas infelizmente ela não anula as minhas tantas outras dúvidas...
Minha única certeza, além de não acalmar as minhas incertezas, ainda revela-se cruel, destruidora e, para a minha maior aflição, já prevista. Eu me sinto uma idiota por não ter visto este cenário como ele realmente é, pois estava escrito desde o início como seria o final.
Fui pretensiosa demais por pensar que poderia lidar com os desejos contrários dela. Fui arrogante de acreditar que eu poderia anular a vontade dela de estar sozinha e fazê-la pensar que estar na minha companhia seria o lugar certo pra ela.
Me odeio por ter me permitido gostar tanto de alguém que sempre deixou claro que não queria estar com ninguém. Acredito que, apesar de ambas terem se envolvido, ainda foi um erro meu pensar que seria capaz de fazê-la gostar de mim o suficiente para querer estar com comigo, abrindo mão da solidão esperada dela.
Sempre estive mais envolvida, mais empolgada e mais apaixonada que ela. Não a culpo por isso, afinal não somos donos dos nossos sentimentos. Na realidade, eu me culpo por ter ouvido meu coração (trampheart) ao invés do meu cérebro. Meu coração me dizia que eu seria capaz de fazer dar certo, mas enquanto isso meu cérebro gritava desesperadamente "ela quer estar sozinha, não vai ser tu, pirralha idiota, que vai mudar isso, vai acabar mal", quem disse que eu escutei ele? No fundo eu já esperava que ela fosse em busca da solidão e me deixasse.
Me sinto mal por não odiá-la, culpá-la ou sentir vontade de mandá-la a merda, seria tão mais fácil, tão menos decepcionante e tão menos doloroso. O grande problema é que sei que não posso fazer isso, apesar de tudo o que aconteceu, eu ainda estou completamente poft por ela, e o pior, sei que ela também está por mim.
Minha única certeza, além de não acalmar as minhas incertezas, ainda revela-se cruel, destruidora e, para a minha maior aflição, já prevista. Eu me sinto uma idiota por não ter visto este cenário como ele realmente é, pois estava escrito desde o início como seria o final.
Fui pretensiosa demais por pensar que poderia lidar com os desejos contrários dela. Fui arrogante de acreditar que eu poderia anular a vontade dela de estar sozinha e fazê-la pensar que estar na minha companhia seria o lugar certo pra ela.
Me odeio por ter me permitido gostar tanto de alguém que sempre deixou claro que não queria estar com ninguém. Acredito que, apesar de ambas terem se envolvido, ainda foi um erro meu pensar que seria capaz de fazê-la gostar de mim o suficiente para querer estar com comigo, abrindo mão da solidão esperada dela.
Sempre estive mais envolvida, mais empolgada e mais apaixonada que ela. Não a culpo por isso, afinal não somos donos dos nossos sentimentos. Na realidade, eu me culpo por ter ouvido meu coração (trampheart) ao invés do meu cérebro. Meu coração me dizia que eu seria capaz de fazer dar certo, mas enquanto isso meu cérebro gritava desesperadamente "ela quer estar sozinha, não vai ser tu, pirralha idiota, que vai mudar isso, vai acabar mal", quem disse que eu escutei ele? No fundo eu já esperava que ela fosse em busca da solidão e me deixasse.
Me sinto mal por não odiá-la, culpá-la ou sentir vontade de mandá-la a merda, seria tão mais fácil, tão menos decepcionante e tão menos doloroso. O grande problema é que sei que não posso fazer isso, apesar de tudo o que aconteceu, eu ainda estou completamente poft por ela, e o pior, sei que ela também está por mim.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Preconceito
Só explicando, este post foi escrito em 22 de julho, mas só agora decidi colocá-lo no blog. Neste texto eu me refiro a outro assunto que gostaria de falar, que eu já falei na realidade, que foi o post "E Já Se Foi Um Ano" (http://asmesmashoras.blogspot.com/2011/08/e-ja-se-foi-um-ano.html), que falando nisto, vale a pena dar uma lida. Esclarecido isto, vamos ao post ^^
Faz tempo que eu venho querendo escrever este texto, fico me enrolando, mudando de tema, deixando pra depois, empurrando com a barriga, mas agora chega. É um tema importante e são coisas que estão entaladas na minha garganta.
Na realidade tem dois assuntos sobre os quais eu quero escrever, um será tratado agora e o outro vou remoer mais um pouco antes de "vomitá-lo" aqui.
Então chega de tanto enrolar e vamos direto ao ponto. Odeio gente ignorante, pronto falei! Verdade, não existe raça pior de pessoa que aquelas sem educação, não digo aquelas educação de ensino ou estudo, de saber escrever ou conjugar perfeitamente os verbos, mas sim aquela de saber respeitar as pessoas.
Quando eu falo em respeito, não é somente aquele de ceder lugar no ônibus para um idoso, ou dizer "por favor" e "obrigado", mas também saber respeitar que todas as pessoas são diferentes umas das outras, que cada um tem seu credo, sua cor, seu time, sua opção sexual, seu partido político.
Qual é o grande problema da maioria das pessoas em aceitar quem é diferente delas? Nunca achei uma boa resposta pra esta pergunta, a mais plausível na minha opinião é o medo. Afinal sempre sentimos medo do que é novo, mas só até ver que aquilo é somente diferente, que não passa apenas de mais uma maneira de ver, viver, sentir e levar a vida, depois tem que passar!
Como diz o ditado: "Preconceito é opinião sem conhecimento!". E eu concordo e muito com ele. Quem julga, xinga, não aceita o que é diferente é porque não conhece ou não quer conhecer o novo. Isto pra mim não tem outro nome senão ignorância.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Confusões e Decisões
Como diz aquela música do Frejat: "Procuro um amor, que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim." Partindo disto começa minha divagação.
Apenas busco este amor, pois estou cansada dos danos, dos machucados, das complicações. Quero alguém que não venha com as amarras, com os problemas, com as cobranças e com as neuroses.
Espero por aquele ser constante, decidido e que venha com o passado bem resolvido e com a mala vazia para podermos guardar novas histórias juntos. Quero alguém para construir um novo caminho comigo.
Estou cansada de quebrar a cara a cada tentativa frustrada de ter um relacionamento com quem quer que seja. Começo a acreditar que exista algum grande problema comigo, a questão é: Qual é o problema?? Sou machucada, decidida ou carinhosa demais? Qual é o ponto? Alguém, por favor, me explica, pois eu não consigo enxergar!
Cada vez mais confirmo aquela hipótese de que as pessoas querem aquilo que não possuem, já que quando estamos solícitos, disponíveis e tentando agradar, não recebemos valor. Agora experimenta ignorar, nunca poder e dar aquela pisada de leve, pronto, aí a pessoa gruda em ti.
Não gosto de ser assim, sinto prazer em agradar, paparicar e mimar quem eu gosto, mas vejo que a saída é mudar isso e começar a ser um pouco mais indisponível. Será esta a solução? Quem sabe... A tentativa será cena dos próximos episódios.
Apenas busco este amor, pois estou cansada dos danos, dos machucados, das complicações. Quero alguém que não venha com as amarras, com os problemas, com as cobranças e com as neuroses.
Espero por aquele ser constante, decidido e que venha com o passado bem resolvido e com a mala vazia para podermos guardar novas histórias juntos. Quero alguém para construir um novo caminho comigo.
Estou cansada de quebrar a cara a cada tentativa frustrada de ter um relacionamento com quem quer que seja. Começo a acreditar que exista algum grande problema comigo, a questão é: Qual é o problema?? Sou machucada, decidida ou carinhosa demais? Qual é o ponto? Alguém, por favor, me explica, pois eu não consigo enxergar!
Cada vez mais confirmo aquela hipótese de que as pessoas querem aquilo que não possuem, já que quando estamos solícitos, disponíveis e tentando agradar, não recebemos valor. Agora experimenta ignorar, nunca poder e dar aquela pisada de leve, pronto, aí a pessoa gruda em ti.
Não gosto de ser assim, sinto prazer em agradar, paparicar e mimar quem eu gosto, mas vejo que a saída é mudar isso e começar a ser um pouco mais indisponível. Será esta a solução? Quem sabe... A tentativa será cena dos próximos episódios.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Ponto Final
Quando é que temos a certeza de que deixamos de gostar de alguém? Não a temos, nunca teremos, pois nunca quem amamos deixará de fazer parte de nós, do que somos, do que fomos e do que sentimos.
Apenas com o passar do tempo, maldito e bendito tempo, é que saberemos lidar com a distância. Não digo só quando estamos longe de quem um dia amamos, mas também quando estamos próximos demais de quem já não é mais o nosso alguém.
Para nos libertarmos dessa prisão que nos tranca num passado, numa história que já não é mais a nossa história, é necessário abrir os olhos para novas perspectivas, novas pessoas, novas realidades. É preciso ver que existem novos rumos a serem traçados, novos atalhos a serem descobertos, novas histórias a serem vividas.
Somente quando passamos a enxergar tudo isso, todo esse "mundo novo", é que conseguimos seguir em frente sem guardar mágoas, sem ter esperanças, sem aquela necessidade de querer manter uma grande distância ou mesmo de excluir tudo o que aquela pessoa significou em nossas vidas.
É necessário poder recordar os bons momentos e sorrir, conseguir ver a outra pessoa com um novo alguém e desejar sinceras felicidades, olhar as fotos com carinho e reler as cartas, declarações e mensagens sem cair no choro. Assim que conseguimos fazer tudo isso, passamos a ter a certeza de que não foram mais reticências colocadas, sim um ponto final. Já que é necessário que ele venha para que possamos virar a página e começarmos a escrever o próximo capítulo em nossa história.
Apenas com o passar do tempo, maldito e bendito tempo, é que saberemos lidar com a distância. Não digo só quando estamos longe de quem um dia amamos, mas também quando estamos próximos demais de quem já não é mais o nosso alguém.
Para nos libertarmos dessa prisão que nos tranca num passado, numa história que já não é mais a nossa história, é necessário abrir os olhos para novas perspectivas, novas pessoas, novas realidades. É preciso ver que existem novos rumos a serem traçados, novos atalhos a serem descobertos, novas histórias a serem vividas.
Somente quando passamos a enxergar tudo isso, todo esse "mundo novo", é que conseguimos seguir em frente sem guardar mágoas, sem ter esperanças, sem aquela necessidade de querer manter uma grande distância ou mesmo de excluir tudo o que aquela pessoa significou em nossas vidas.
É necessário poder recordar os bons momentos e sorrir, conseguir ver a outra pessoa com um novo alguém e desejar sinceras felicidades, olhar as fotos com carinho e reler as cartas, declarações e mensagens sem cair no choro. Assim que conseguimos fazer tudo isso, passamos a ter a certeza de que não foram mais reticências colocadas, sim um ponto final. Já que é necessário que ele venha para que possamos virar a página e começarmos a escrever o próximo capítulo em nossa história.
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