Uma hora ela chega, não montada em um cavalo branco nem nada disso. Chega assim, sem pressa, sem pretensões, sem expectativas. Como quem não quer nada, vai ficando, me ganhando.
Vem um dia, o papo é bom, o olhar é sincero. Aparece em outro, saímos para comer, conversar. No próximo é dia de passar a tarde no parque tomando chimarrão e falando sobre a vida. Assim, diferentemente de todas as outras, ela vai ficando.
Quando ela vem, traz paz, harmonia, segurança. Ela traz junto na bagagem tudo que eu precisava, mesmo sem saber que era ela, mesmo sem imaginar que ela ficaria. Apesar de não ser o plano inicial, ela vem vindo, vem ficando e como quem não quer ir, ela fica.
Com a sinceridade que apenas esperamos das crianças, ela elogia, ela agrada, ela protege e ela cuida. Ela é tudo que eu procurava sem saber que estava procurando. Ela é quem eu quis que ficasse, quando quis que todas as outras partissem.
Com o mesmo medo que senti da outra vez, eu me despeço após nossos encontros. Receosa que ela vá e nunca mais volte. Ansiosa pelo dia que ela venha e nunca mais tenha que partir. Nela eu reconheci aos poucos tudo aquilo que me agrada e me faz querer que ela fique.
Uma hora ela chega, ou não.
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