Não entendo o motivo de toda a vez que quero falar sobre as coisas que ficam por dizer, eu travo. Meus textos não fluem e eu continuo com tudo atravessado no meio da minha garganta.
É tão simples e tão complicado ao mesmo tempo, o que eu deixei de dizer.... Às vezes parecem tão poucas as respostas que eu preciso e num piscar de olhos, parece que nenhuma resposta seria suficiente para aplacar este aperto que eu sinto com a lacuna do que não foi dito.
Só precisava ter contado que não sei em qual momento mais insano da minha existência, eu pude acreditar que ainda conseguiria levar aquela amizade adiante. Também precisava dizer que entendo agora coisas que ouvi de certas pessoas sobre outras determinadas, confirmando agora que deveria ter acreditado em muitas delas.
Hoje vejo como podemos, mesmo que sem querer, nos tornar cegos. Deixamos de acreditar naquilo que julgávamos correto, para nos alçarmos em aventuras que nunca poderiam dar certo. Apenas não víamos isto, pois estávamos sem poder ver!
Agora posso afirmar: voltei a enxergar. O que antes me era esfregado na cara e eu não acreditava, posso sim, neste momento, diferenciar do que eu pensava ver.
Com este retorno à luz, deveria eu ter dito algumas verdades naquele telefonema à quem tanto me feriu e à quem eu tanto amei um dia. Creio que estas palavras sucumbirão no limbo do esquecimento, já que não tenho pretensão alguma de retomar conversa qualquer com este quem. Desejo mais é que nossos caminhos se cruzem o mínimo necessário, já que sei que nunca mais se cruzarem, seria algo totalmente impossível.
Pode ser que eu venha a ter um único remorso dentro de todo este drama. Não ter podido avisar uma certa pessoa de com quem ela está lidando. Enfim, mas como bem me aconselhou uma nobre espectadora deste filme, já não é mais meu problema e eu não devo mais me intrometer.
Pois bem, lavei minhas mãos deste rolo todo, não quero mais notícias. Que se matem, briguem ou sejam felizes, mas por favor, longe de mim. Grata!
baaah, curti
ResponderExcluir"Às vezes parecem tão poucas as respostas que eu preciso e num piscar de olhos, parece que nenhuma resposta seria suficiente para aplacar este aperto que eu sinto com a lacuna do que não foi dito." SUFOCANTE... é a verdade crua, sangrando em minha frente.
E daí se temos confusões mentais? Muitas vezes tentamos convencer os outros de que aquilo que tanto complicam é na verdade simples, e também o contrário, mas na verdade não sabemos definir isso nem quando se passa em nossa própria vida.
E Isa, a ferida dói, mas passa.
Esse é o benefício do tempo, ele deprecia tudo, e o que não faz bem, é deixado para trás, para que um dia se torne uma lembrança bonita em um pedaço de papel amarelado. O passado existe, mas é passado, não oferece ameaça.
Pensa no que tu aprendeu nesse tempo. E se não aprendeu, AZAR! Coloca um chapéu roxo e saia dançando enlouquecidamente na rua!