Nesta semana faz um ano que tudo começou: todas as conversas, todas as mensagens, todos os e-mails, todas as DM's, todos os depoimentos, todo o carinho, todo o afeto, toda a paixão, todo o amor. Foi assim, de uma hora pra outra que a minha vida deu uma guinada e tudo virou de pernas pro ar.
Depois desse início repentino, meus dias passaram a ser uma montanha-russa. Numa manhã eram flores e naquela noite poderia ser o fundo do poço, mas eu não ligava, aquilo valia a pena. Era o melhor sentimento que eu já havia presenciado em toda a minha existência.
Difícil mesmo era explicar pro mundo, ou melhor, não explicar. Eu estava feliz como nunca antes, mas era preciso manter segredo sobre quem me proporcionava aquele sorriso bobo, aquele olhar distraído, aquelas ligações que animavam meus dias e as mensagens que me tiravam de órbita. Aquele era o meu segredo.
Os altos e baixos que me faziam feliz, incrível isso ser possível, mas era. Eu lutei por aquele amor o máximo que eu pude, fiz o que podia, o que devia, o alcançável e até mesmo o inimaginável. Parece que não foi suficiente.
Fico tranquila, pois soube aproveitar cada momento ao lado de quem mais amei nesse mundo. Foram os seis meses mais intensos, apaixonados, loucos, impagáveis, preciosos e bem vividos que eu tive. Tudo isso teve um fim.
Ainda me pergunto quanto tempo será necessário para que eu supere definitivamente este amor. Já se passaram seis meses do término, apesar de ter me decepcionado imensamente com milhares de atitudes, ainda não segui como desejava a minha vida. Há dias de completar seis meses do término (último e real), me pego aqui pensando no que deu errado, nas angústias que sinto, na raiva que me consome dia lá que outro.
Creio que a proximidade de certas datas, faz com que fique mais sensível, mais sujeita a pensar coisas que eu não devo, não posso e tá, parei já de pensar! Preciso ignorar os aniversários de primeiro beijo, de namoro, de primeira briga, das primeiras conversas reveladoras.
Semana passada tomei uma decisão pra minha vida, vou deixar meu caminho nas mãos do destino. Sempre me dizem que quando paramos de procurar, é quando o que merecemos nos encontra. Pois bem, que assim seja.
Isa!
ResponderExcluirVirar a página pode ser difícil, mesmo. De fato, é. Antes mesmo de ser forte, o amor é sincero, e por isso que cria raízes. Desta forma, não só no coração permanece, mas se espalha por dentro de nós, corrompe nossos sentidos e nos faz reféns. Só o tempo que poderá cicatrizar de vez, ou talvez não cicatrize, mas poderá aprender a viver com isso, com a ferida aberta até que ela não doa mais.
Não minta para si. Não negue que ama. Admita, é sempre mais fácil assim. "Amei, mas hoje não sei se é amor" não é o certo. É Amor. Pronto. Já vemos tanta mentira e tanta coisa ruim por aí, mentir para nós mesmos é uma trapaça que não precisamos pregar.
A superação é um privilégio dos fortes, e isso sei que tu és, caso contrário não teria nem admitido esse amor no seu surgimento. E então, não tente virar a página, deixe que ela vire por ela mesma. Vai parecer piegas, já que tu citaste isso no fim do teu texto, mas não procure o amor... deixe este que tu sentes agora se esvair aos poucos. Uma hora poderá perceber que ele se foi, sem que tu tivesses sentido, e talvez perceba isso quando ele te encontrar novamente com outro alguém.
Boa sorte na jornada.
E no que precisar, podes contar comigo.